Letramento histórico crítico-genético como fenda extraordinária entre coisas vivas e mortas

Alexander Martins Vianna, Maurício dos Santos Ferreira

Resumo


Este artigo aborda parâmetros para letramento histórico crítico-genético depois de expor, tipologicamente, quatro regimes de pensamento histórico a partir de suas funções comunicativas de sentido para a vida. O letramento histórico é aqui entendido como a formação social de habilidades cognitivo-afetivas que criam, sugerem ou constituem sentidos para a vida por meio de concepções de vínculos implicativos entre passado e presente/futuro. Em sua dimensão específica crítico-genética, o letramento histórico pressupõe a formação de uma consciência histórica marcada pelo ‘estranhamento’ como operação cultural e ética que provoca fenda na imobilidade dos hábitos de percepção e categorização de sentidos para vidas presentes e passadas, porque as pressupõe como não-monolíticas e marcadas por transformações qualitativas nas concepções e práticas de pessoas, eventos e instituições.

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