A Internacional Comunista entre Argentina e México: exemplos de descompassos entre a Revolução Mundial e a classe trabalhadora (1917-1924)

Aruã Silva de Lima

Resumo


O presente artigo tem como objetivo analisar as condições que deram lugar às primeiras tentativas da Internacional Comunista de estabelecer pontes na América Latina entre os anos de 1919 e 1924. O escopo temporal obedece ao critério da hegemonia da idéia de Revolução Mundial como mote fundamental da organização dos comunistas. As tentativas da Comintern em estabelecer laços com a América Latina obedeceram a objetivos nem sempre convergentes com os interesses da classe trabalhadora nos diversos países do continente. Neste sentido, tenta-se argumentar que algumas das expedições iniciais de estabelecer contato com sindicatos e grupos organizados da classe trabalhadora na América Latina nem sempre tiveram como centro de sua motivação o estabelecimento de pontos propagação da revolução mundial e carregaram muitas contradições fruto da própria debilidade organizativa da IC. Em alguns casos, os expedicionários da URSS não representaram a Internacional Comunista e, sim, interesses diplomáticos e burocráticos daquele país. Além dessa contradição, por fim, pretende-se chamar atenção para a necessidade de se buscar, empiricamente, os protagonistas das iniciativas pioneiras, ainda que débeis, de construção de laços entre o movimento comunista internacional e a América Latina e, dessa maneira, construir pistas para um melhor entendimento da história do comunismo no Brasil.

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