Mulheres de tabuleiro/Mulheres de terreiro: trajetórias de mulheres negras

Gilmara Santos Mariosa, Cláudia Mayorga

Resumo


Este artigo apresenta estudo sobre as formas como as experiências de mulheres negras que ocupam lugar diferenciado na hierarquia sacerdotal do candomblé são abordadas e retratadas nos estudos acadêmicos feministas. Foram analisados os dados levantados na bibliografia.  A partir da pesquisa foi possível identificar que o feminismo branco se referia às mulheres de forma universalista; que o feminismo intersecional possibilitou às mulheres negras terem suas idiossincrasias problematizadas e que no candomblé, as yalorixás, que são lideranças nos terreiros, manifestam no seu cotidiano comportamentos que podem ser compreendidos como relacionados às perspectivas feministas. Concluímos que as sacerdotisas negras do candomblé, manifestavam comportamentos de autonomia, independência, protagonismo e empoderamento. Essas mulheres desenvolveram no Brasil, desde que fundaram o candomblé, no final do século XIX, uma história de conquistas e enfrentamentos ao machismo e ao racismo, sendo pioneiras de um feminismo negro nas suas práticas cotidianas.


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