Política e escravidão nos limites do paraíso: dilemas narrativos de Joaquim Nabuco em Minha formação

André Jobim Martins

Resumo


Este trabalho procura interpretar, à luz do conceito de identidade narrativa, a maneira como o sistema político imperial, a escravidão e a abolição figuram nas reflexões e narrativas que Joaquim Nabuco apresenta em seu livro autobiográfico, Minha formação. No capítulo mais célebre do livro, Massangana, encontramos um relato afetivo da infância do autor. O processo histórico que culmina na Abolição é narrado imediatamente depois de Massangana por meio da sucessão de duas narrativas que atribuem ao processo dois diferentes sentidos. Nossa leitura dessas aparições e narrações duais da instituição servil e do processo de sua abolição é a de que Nabuco opera uma tentativa de conciliar ou, ao menos, de fazer conviver várias faces de si (o sensível, o moral, o sagrado, o político) numa autobiografia.

Palavras-chave: Joaquim Nabuco, escravidão, autobiografia


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