Domingos Olímpio: o escritor, a obra e os espaços de escrita

Autores

Palavras-chave:

Domingos Olímpio, Luzia-Homem; , Espaços de escrita, Representação

Resumo

O artigo reflete a relação entre história e literatura numa perspectiva histórica de compreensão do papel do escritor enquanto agente do desenrolar dos fenômenos históricos que compõem o romance naturalista Luzia-Homem de Domingos Olímpio. Assim sendo, a estrutura social da qual emerge autor e obra servirá de suporte para pensarmos o intelectual, analisado como sujeito histórico e interventor do espaço social, e que forme o substrato ficcional de sua compreensão da realidade. Portanto, a escrita percebida pelo historiador como elemento de construção da representação da sociedade, é então, parte dessa concatenação social que obra e escritor possuem, já que o romance e o escritor se mesclam como partes de um contexto historicamente estabelecido pela experiência social de ambos. Deste modo, a obra surge como consequência de uma série de questões que permeiam o ambiente social de Domingos Olímpio, o romance Luzia-Homem, neste caso, se apresenta como ação direta do escritor às estruturas sociais que constituem a representação de uma determinada realidade histórica. Portanto, a formação intelectual e a experiência do autor Domingos Olímpio, marcam a problemática central do artigo, no que concerne a tentativa de compreender o romance do século XIX e a sua constituição histórico-social. Assim, obra, autor e sociedade estão ligados pelo desejo iminente de protagonizarem as relações de poder na sociedade cearense do século XIX.

Biografia do Autor

Igor Emanoel Ramos Barroso, Graduano em letras português, Universidade Estadual Vale do Acaraú-UEVA

Mestre em História Cultural pela Universidade Estadual do Ceará-UECE e atualmente graduando em letras português pela Universidade estadual Vale do Acaraú-UEVA

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Publicado

11.04.2022

Como Citar

Barroso, I. E. R. (2022). Domingos Olímpio: o escritor, a obra e os espaços de escrita. Escrita Da História, 1(15), 216–243. Recuperado de https://www.escritadahistoria.com/index.php/reh/article/view/262