Que formação histórica queremos? Debates atuais sobre aprendizagem histórica e lacunas da BNCC

 

  • Eder Cristiano de SouzaUNILA

RESUMO

 Na esteira dos debates atuais sobre os usos da história na vida em sociedade, e sobre as finalidades da aprendizagem histórica, o presente artigo traz uma discussão teórica sobre a concepção de aprendizagem histórica, sua relação como o desenvolvimento de um raciocínio propriamente histórico e suas finalidades e utilidades na orientação da vida em sociedade. Evidencia, assim, as possibilidades que se estabelecem ao propor-se uma aprendizagem conceitual baseada na existência de raciocínios propriamente históricos, assim como ao estabelecerem-se finalidades vicárias dessa aprendizagem, no sentido da orientação das ações e intenções dos sujeitos com base em sua consciência histórica. Corroborando com as problemáticas levantadas, analisa a Base Nacional Comum Curricular (BNCC),problematizando as concepções de competência e “atitude historiadora”, revela a fragilidade das concepções de aprendizagem histórica circulantes e a ressalta a problemática do papel do conhecimento histórico da conformação do pensamento social. Em contraponto, propõe uma concepção de formação histórica como alternativa para aproximar o ensino e a aprendizagem histórica de concepções epistemológicas mais próximas da natureza própria desse conhecimento de referência. Na esteira dos debates atuais sobre os usos da história na vida em sociedade, e sobre as finalidades da aprendizagem histórica, o presente artigo traz uma discussão teórica sobre a concepção de aprendizagem histórica, sua relação como o desenvolvimento de um raciocínio propriamente histórico e suas finalidades e utilidades na orientação da vida em sociedade. Evidencia, assim, as possibilidades que se estabelecem ao propor-se uma aprendizagem conceitual baseada na existência de raciocínios propriamente históricos, assim como ao estabelecerem-se finalidades vicárias dessa aprendizagem, no sentido da orientação das ações e intenções dos sujeitos com base em sua consciência histórica. Corroborando com as problemáticas levantadas, analisa a Base Nacional Comum Curricular (BNCC),problematizando as concepções de competência e “atitude historiadora”, revela a fragilidade das concepções de aprendizagem histórica circulantes e a ressalta a problemática do papel do conhecimento histórico da conformação do pensamento social. Em contraponto, propõe uma concepção de formação histórica como alternativa para aproximar o ensino e a aprendizagem histórica de concepções epistemológicas mais próximas da natureza própria desse conhecimento de referência.

BIOGRAFIA DO AUTOR

Eder Cristiano de Souza, UNILA

Mestre em Historia, doutor em Educacao. Docente na UNILA. 
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