Fronteiras de classe e cor entre trabalhadores: experiências de racialização em Porto Alegre de meados do século XX

Vinícius Mendes Reis Furini[1]

 

 DOI: 10.5281/zenodo.10701247



[1] Doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Mestre em História (UFRGS, 2022). Licenciado e bacharelando em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).


Resumo

O presente artigo tem o objetivo de investigar, através de documentação policial-judicial, os conflitos que envolveram trabalhadores em Porto Alegre de meados do século XX. Observa-se que as relações sociais entre esses sujeitos perpassavam experiências e disputas de classe e de cor, uma vez que o processo de racialização exerceu um importante papel para desencadear esses conflitos. Esses sujeitos compartilhavam espaços de sociabilidade e lazer populares, eram vizinhos, colegas de trabalho, entretanto, os seus laços de solidariedade eram acionados a partir da articulação de classe e cor.

 

Palavras-chaves: Cor; Classe; Conflitos; Pós-Abolição; Racialização.

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